www.aesetorial.com.br 18/11/2002 www.rh.com.br |
Consultoria
linguística: delegar atividades, não a responsabilidade
por Paulo P Sanchez*
Coube, obviamente, ao RH o papel de tornar este sonho realidade e em pouco tempo ele centralizava todas as atividades relacionadas ao treinamento em idiomas, desde a política interna até o controle do progresso de seus colaboradores. Como não dominava o novo expertise, o RH passou a contratar funcionários para realizar essa tarefa que, além de tomar muito tempo, impedia-o de cumprir sua missão na empresa: agregar valor. Apesar dos esforços, os resultados ou ficaram aquém das expectativas ou simplesmente não foram comensuráveis o suficiente para justificar seu custo elevado. A reengenharia e, posteriormente, o downsizing acabaram contribuindo para a redução no efetivo do RH e, conseqüentemente, a descentralização do treinamento. E foi nesse momento que surgiu o dilema: como gerenciar o investimento sistemático em treinamento com um staff reduzido, sem expertise em idiomas, e ainda por cima apresentar os resultados desejados pela empresa? Solução: a terceirização! Em questão de meses, o gerenciamento do treinamento passou para as mãos de uma consultoria, ou seja, totalmente descentralizado. A tentação de jogar o "pepino" para as mãos de terceiros era simplesmente muito grande para ser recusada! E, de fato, no início tudo parecia andar às mil maravilhas, o casamento perfeito. As conseqüências
da terceirização "Acontece que, com vergonha de admitir que ainda não falava inglês o suficiente para fazer a apresentação (ele havia faltado à maioria das aulas), e provavelmente com medo de perder o emprego, ele não nos informou do problema", conta. "Passeando por Nova York, o gerente foi abordado na rua por um policial que solicitou seus documentos, os quais ele havia deixado no hotel por questão de segurança. Sem falar uma palavra de inglês, e sem conseguir explicar o que estava fazendo nos Estados Unidos, o policial, acreditando tratar-se de mais um ilegal no país, levou-o ao departamento de imigração. Uma vez lá, com a ajuda de um tradutor, conseguiu contatar a empresa no Brasil." Alguns dias depois começava na empresa a inevitável caça às bruxas: sem o controle sobre os cursos, o RH havia presumido o óbvio: que após um ano de curso intensivo, o gerente deveria ter mais que condições ideais para se comunicar em inglês. Mas não tinha! Descobriu também que é possível, sim, delegar as atividades do treinamento, mas que a responsabilidade pelo resultado ainda continuava sua. A busca
do equilíbrio Desta forma, lamento informar, mas se o RH deseja obter resultados eficazes no treinamento e no gerenciamento de idiomas ele vai, sim, ter de voltar a pôr a mão na massa. Mas é possível fazer isso sem comprometer seu staff e com total eficácia. Portanto, se você está pensando em colocar a casa em ordem, e para isso contar com o suporte de uma consultoria lingüística, aqui vão algumas dicas: " Na parceria, todos agregam valor, e de forma mais significativa, o cliente (você) também. Se o cliente, maior interessado no sucesso da parceria, não planejar nem priorizar seu investimento a médio e longo prazo, de nada adiantará selecionar um bom parceiro; O fato é
que, na parceria consultoria/empresa, ambos devem estar comprometidos
e somente terão sucesso se investirem tempo e recursos
no treinamento. Consultorias e empresas devem encarar esse esforço
de preservação como um verdadeiro trabalho em parceria.
Trata-se, em realidade, de falar o mesmo idioma. * Paulo P. Sanchez é sócio fundador da BIRD Gestão Estratégica em Idiomas |
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